terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Diretamente de Copenhague

Veja mensagem do nosso amigo Vinicius porto, sócio do escritório de assessoria jurídica da ABETA e membro da delegação brasileira na conferencia sobre o clima.  

 

“Saudações amigos.

 

Passamos as duas últimas semanas falando e respirando mudanças globais do clima e o que fica de bom diante do fracasso das negociações em Copenhague?

 

Várias máscaras no chão, o entendimento mundial da cultura do baixo carbono e a satisfação de poder afirmar que o Brasil foi para Copenhague para negociar de forma honesta, transparente e verdadeira. Fica também a satisfação de ver a sociedade se articular, protestar, lutar pelos seus direitos e a certeza de que se nossos governantes não tiveram competência e inteligência para ajudar na solução do problema global, nossa obrigação individual fica ainda maior. Da mesma forma, nossa vontade, nossa alegria, nossa energia e nossa disposição devem ficar ainda maiores.

 

Um sábio amigo meu do Paraná, Dr. Darcy Zanguelini disse que ao ver as notícias da COP15 se lembrava do filme “O Grande Ditador” de Chaplin, pois no filme o personagem central, Hinkel, fazia uma guerra de bolos e sobremesas com Napolini, porque nenhum deles queria assinar um tratado e retirar tropas da fronteira de Austerlich; um não retira, o outro não assina e afastada a ficção do filme, atualíssimo, a conclusão foi de fato péssima. A postura brasileira na conferência é de ser elogiada, nosso país foi pra lá para celebrar um acordo climático e vários países também, mas alguns foram para atrapalhar e outros pareciam jogar.

 

Em 1972 a humanidade se reuniu em Estocolmo para discutir no foro das Nações Unidas o tema meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Em 1992, outra conferência fora convocada, esta se realizando na cidade do Rio de janeiro, muito conhecida por Rio 92, onde se avaliaram o que fora construído desde 1972, traçando os trilhos para os trabalhos dos anos vindouros.

 

Pois bem, de lá pra cá, sobre as mudanças do clima já se vão quinze grandes conferências mundiais e uma infinidade de encontros, seminários, congressos, reuniões. Tive a oportunidade de participar da COP10, no ano de 2004 em Buenos Aires, onde o mundo, após a ratificação do Protocolo de Kyoto pela Rússia e sua eminente entrada em vigor, comemorava e preparava o terreno para que as mudanças do clima pudessem entrar na agenda mundial com o valor que de fato tem. Esperança era uma palavra de ordem. Não fora uma COP pirotécnica como esta, mas havia muita essência.

 

Em Copenhague, pequenos atos mostravam que estava tudo pronto para dar errado. Onde já se viu retirar das negociações, dos estandes, do pavilhão e da rua o povo e esperar que aquilo tenha sido feito com boas intenções? O centro de conferências da COP15, Bella Center, nunca esteve tão tranqüilo como na sexta-feira 18 de dezembro, último dia oficial de COP15, os vinte mil representantes de ONG’s, até então reduzidos a mil pessoas com a retirada de 19.000 credenciais, naquele último dia eram só 300 pessoas. Imagine uma conferência global, multilateral, dentro do ambiente das Nações Unidas, privar 19.700 pessoas de fazer em Copenhague aquilo que esperavam fazer: falar em nome da sociedade civil e pedir aos governantes que agissem com responsabilidade.

 

De outro lado, experientes negociadores, que se debruçam sobre o tema com dedicação, conhecimento e técnica, alguns há mais de vinte anos envolvidos no processo, tiveram que ceder lugares aos Chefes de Estado, que pousavam em Copenhague com muito pouco conhecimento sobre o assunto.

  

O Brasil tem uma equipe competente e audaz de negociadores que atuam nas negociações multilaterais. Participa do Grupo denominado G77 + China, grupo que reúne a maior quantidade de países. Faz frente aos interesses dos países desenvolvidos e defende os interesses dos países pobres e dos países em desenvolvimento. Um destes negociadores, Dr. Haroldo Machado, é neto do Dr. Abílio Machado, o qual empresta nome a uma das principais ruas da minha cidade Natal, Formiga. Como tive a honra de compor a delegação brasileira, expresso meu agradecimento e me solidarizo com trabalhos de todos os negociadores brasileiros, fazendo esta manifestação de admiração, reconhecimento e apoio a todos, na pessoa do Dr. Haroldo Machado. São estas pessoas que fazem a diferença e que de fato merecem os créditos sobre tudo que de positivo advir de Copenhague. É imprescindível falar destas pessoas, exaltar suas virtudes pra que não desistam de lutar, pois por aqui a grande imprensa dava mais voz aos políticos que foram a Copenhague para falar de lá, para o Brasil.

 

Duas semanas de trabalho, os olhos do mundo voltados para Copenhague, muito trabalho e quase nada a se comemorar. Desde a realização da COP13 em Bali, o mapa de trabalho estava desenhado, havendo na COP14 em Posnam um apuramento de textos e vontades. Neste ano foram feitas inúmeras reuniões ao redor do mundo, tudo já havia sido discutido, ou seja, era chegar em Copenhague, colocar números para metas a serem assumidas e pronto. Ao contrário disso, começou-se a retroceder desde o primeiro dia, quando, de maneira inábil, os anfitriões descartaram os textos produzidos ao longo de dois anos sugerindo uma proposta nova. Ora, este texto deveria ter sido apresentado há dois anos atrás e tal fato desagradou e gerou uma completa desarticulação. Não dá pra julgar as intenções, mas o resultado foi péssimo.

               

Dois trilhos maiores de negociações estão em jogo, o futuro do Protocolo de Kyoto e o futuro da Convenção do Clima. Além disso, várias outras negociações não menos importantes estão também pendente de decisão. Discute-se a possibilidade de geração de créditos de carbono com a preservação de florestas; as ações de capacitação sobre o tema em diversos cantos do mundo; a adaptação às mudanças climáticas para aqueles que primeiro sofrerem seus efeitos, dentre vários outros assuntos.

               

A campanha mundial que antecedeu a conferência usou a expressão HOPEnhagen. HOPE, esperança em inglês, significa a esperança que o mundo todo depositou nestes dias de conferência. FLOPEnhagen, com FLOPE que pode ser traduzido como perda, é a perda que ninguém desejava, o erro que não podia ser cometido.

 

Em reunião de cúpula os Chefes de Estado tinham em suas mãos o nosso futuro. Hoje experimentamos um aquecimento global fruto de emissões havidas nos países desenvolvidos há séculos passados. Hoje eles colocam o Brasil, a China, a Índia e a África do Sul como tendo a mesma responsabilidade que eles. O presidente americano inclusive entoa que não dá mais pra olhar para o passado, devendo todos olhar apenas para o futuro. Parece que o maior interesse é o de que nada aconteça e quem esteve lá, sabe que o discurso dele não teve nada a ver com a prática. Falou uma coisa e fez outra.

 

Não percamos as esperanças, mesmo que o resultado não seja o esperado, cada um de nós tem obrigações individuais, então vamos cada um fazer a sua parte, jamais desistir de fazer aquilo que individualmente podemos fazer, pensar globalmente e agir localmente.

 

De quem gostaria de relatar algo bem melhor,

 

Vinicius Porto.” 

 














Papai Noel Participa do Rafting em Cerro Azul!!

Papai Noel faz a alegria das Crianças! Isso mesmo no último domingo dia 20 de Dezembro, a Praia Secreta fez uma descida especial de Rafting em comemoração a todas os raftings realizados em 2009, e para comemorar junto com toda a equipe o bom velhinho também marcou presença, isso mesmo Papai Noel também estava lá e fez a alegria de todas as crianças distribuindo pacotes de balas durante a descida!!! Obrigada a todas as pessoas que comemoraram mais um ano com a Praia Secreta!!Sucesso a todos!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Adventure travel World Summit / 2009

Entre os dias 21 e 25 de outubro, estive participando do Encontro Mundial de Turismo de Aventura – Adventure Travel World Summit que aconteceu na província de Quebec no Canadá. Meus objetivos eram de representar a ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura) como vice-presidente, de prospectar negócios para a indústria brasileira do nosso segmento e de participar do congresso técnico em busca de atualização, inspiração e novas idéias.

Percebi que os estrangeiros se interessam cada vez mais pelo turismo de aventura brasileiro, nossos recursos naturais e culturais são a grande atração.

Nos painéis de discussão sobre boas práticas de mercado, debatemos a importância das mudanças com criatividade, planejamento e resultados. Também falamos de exemplos e soluções para o turismo sustentável e responsável entre outros temas de relevância como por exemplo as mídias sociais.  

Segurança também é prioridade nas discussões e nesse ponto é prazeroso ver o quanto o nosso Programa Aventura Segura é reconhecido como referencia de boas práticas em qualificação da oferta de um destino.   

Volto com a memória de ter participado mais uma vez de um encontro de pessoas do bem e que dedicam suas vidas para, cada uma a seu jeito, fazer desse mundo um lugar melhor.  

Em 2010 o Summit será na Escócia no início de outubro, contagem regressiva acionada.

 

Daniel Spinelli

Grupo Praia Secreta Diretor

 

(Foto: Em Quebec city após um jantar com a equipe executiva da ATTA (organizadora do evento) e líderes do segmento dos EUA e da Noruega)

 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Daniel na Reporter Aventura

Veja matéria sobre a participação do nosso diretor Daniel Spinelli no Seminário de Turismo de Aventura  em Santa Catarina:

http://www.reporteraventura.com/portal/site.php?id=2294

A Praia Secreta se orgulha de dar sua contribuição para o desenvolvimento do Turismo de Aventura no Brasil

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Turismo de Aventura na ISO

ISO no Turismo de Aventura, o Brasil em destaque!

 

Realizada em Quebéc, no Canadá , no dia 23 de outubro, a pré-reunião de divulgação do Grupo de Trabalho de Turismo de Aventura (WG7/TC228), com o objetivo de iniciar o processo de construção das normas ISO para o Turismo de Aventura. O Brasil é um dos líderes na elaboração das normas e juntamente com o Reino Unido, lidera o processo de normatização internacional.  O coordenador da reunião e também diretor da Praia Secreta Expedições, Daniel Spinelli, ressalta que o Brasil está construindo uma nova visão diante do mundo, na posição de país líder no segmento de Turismo de Aventura. Daniel destaca que um dos principais resultados desse trabalho é a alteração da dinâmica da competitividade global do segmento, igualando as chances de sucesso e permitindo o crescimento de todos. A próxima reunião (a primeira oficial) será em Abril de 2010 no Brasil.

 

 

Bookmark and Share